{"id":10321,"date":"2021-07-03T18:03:36","date_gmt":"2021-07-03T18:03:36","guid":{"rendered":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/valaha-tanya-uma-exploracao-agroflorestal-biologica-e-multifuncional-na-hungria"},"modified":"2021-07-03T18:04:31","modified_gmt":"2021-07-03T18:04:31","slug":"valaha-tanya-uma-exploracao-agroflorestal-biologica-e-multifuncional-na-hungria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/valaha-tanya-uma-exploracao-agroflorestal-biologica-e-multifuncional-na-hungria?lang=pt-pt","title":{"rendered":"Valaha-tanya: Uma explora\u00e7\u00e3o agroflorestal biol\u00f3gica e multifuncional na Hungria"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-field-teaser-150 field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<div class=\"field field-name-field-teaser-150 field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Andrea Vityi and Bal\u00e1zs Kulcs\u00e1r<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Em 2012 Bal\u00e1zs Kulcs\u00e1r (engenheiro) e Andrea Zork\u00f3czy (contabilista) mudaram-se da cidade de\u00a0<em>\u00c9rd<\/em>\u00a0(na Hungria) para os arredores de uma aldeia chamada\u00a0<em>V\u00e9rtesacsa<\/em>, instalando-se numa\u00a0<a href=\"http:\/\/www.valahatanya.hu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">explora\u00e7\u00e3o familiar<\/a>\u00a0com 12 hectares (Figura 1). O sucesso desta explora\u00e7\u00e3o deve-se \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o conjunta dos conhecimentos t\u00e9cnicos e econ\u00f3micos dos propriet\u00e1rios, com princ\u00edpios agroflorestais, de permacultura e agricultura biol\u00f3gica. A sua explora\u00e7\u00e3o insere-se numa \u00e1rea anteriormente ocupada por monoculturas intensivas e localizada numa \u00e1rea declivosa e ventosa. Esta combina\u00e7\u00e3o trouxe dificuldades acrescidas para o desenvolvimento de novas atividades agr\u00edcolas. Atualmente, a propriedade continua cercada por parcelas de monocultura intensiva e agricultura convencional. Quando se instalaram na explora\u00e7\u00e3o, tinham pouca informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, por isso a maioria das solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas implementadas foram baseadas nas suas pr\u00f3prias ideias. A instala\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento desta explora\u00e7\u00e3o permitiram reunir imensa experi\u00eancia, que t\u00eam muita satisfa\u00e7\u00e3o em partilhar com quem quer que procure uma aventura semelhante!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div id=\"attachment_3293\" style=\"width: 852px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3293\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3293 size-full\" src=\"http:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_1-1.png\" alt=\"\" width=\"842\" height=\"603\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_1-1.png 842w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_1-1-300x215.png 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_1-1-768x550.png 768w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_1-1-620x444.png 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_1-1-195x140.png 195w\" sizes=\"(max-width: 842px) 100vw, 842px\" \/><p id=\"caption-attachment-3293\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Explora\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Valaha-tanya<\/em>. Cr\u00e9ditos: Andrea Vityi<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Sebes para prote\u00e7\u00e3o e compartimenta\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o: objetivos e implica\u00e7\u00f5es na gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Um dos primeiros passos no desenvolvimento desta explora\u00e7\u00e3o foi a instala\u00e7\u00e3o de sebes vivas, ou cortinas de abrigo, para delimitar a sua \u00e1rea (figura 2). Assim, apenas em 4 anos, foi poss\u00edvel reduzir a velocidade do vento e provavelmente a influ\u00eancia dos produtos qu\u00edmicos vindos do exterior.<\/p>\n<div id=\"attachment_3301\" style=\"width: 866px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3301\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3301 size-full\" src=\"http:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_2_0.jpg\" alt=\"\" width=\"856\" height=\"642\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_2_0.jpg 856w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_2_0-300x225.jpg 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_2_0-768x576.jpg 768w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_2_0-620x465.jpg 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_2_0-195x146.jpg 195w\" sizes=\"(max-width: 856px) 100vw, 856px\" \/><p id=\"caption-attachment-3301\" class=\"wp-caption-text\">Figure 2: As cortinas de abrigo nas bordaduras compostas por uma variedade de esp\u00e9cies (\u00e0 esquerda) protegem o pomar (\u00e0 direita) e toda a explora\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9ditos: A. Vityi<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De modo a limitar a exposi\u00e7\u00e3o ao vento, e consequentemente a perda de \u00e1gua por evapora\u00e7\u00e3o, a \u00e1rea foi dividida em blocos com \u00e1rvores e linhas de arbustos plantadas perpendicularmente \u00e0 dire\u00e7\u00e3o predominante do vento. Todas as variedades de fruteiras foram plantadas em fila para facilitar a poliniza\u00e7\u00e3o. Dentro do pomar, foi criado um segundo bloco constitu\u00eddo por uma parcela de 12 esp\u00e9cies de roseira e variedades de bagas: framboesa (<em>Rubus idaeus<\/em>\u00a0L), amora (<em>Morus<\/em>\u00a0sp), groselha (<em>Ribes<\/em>\u00a0sp), ar\u00f3nia (<em>Aronia<\/em>\u00a0sp), sorveira (<em>Sorbus aucuparia<\/em>\u00a0L), corniso (<em>Cornus mas)<\/em>, sabugueiro (<em>Sambucus nigra<\/em>\u00a0L.) e abrunheiro (<em>Prunus spinosa<\/em>). As p\u00e9talas das flores destas esp\u00e9cies s\u00e3o usadas como corante e aroma em xaropes.<\/p>\n<p>Esta estrutura em blocos facilita tamb\u00e9m a gest\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o. Em cada bloco, os animais s\u00e3o alimentados por um curto per\u00edodo, ap\u00f3s o corte do subcoberto e at\u00e9 ao amadurecimento dos frutos. Na zona virada a sul, o arranjo das culturas em parcelas mistas segue as curvas de n\u00edvel. Esta \u00e1rea \u00e9 dominada sobretudo por pomares, mas tamb\u00e9m inclui pecu\u00e1ria (cabras, gado leiteiro, cavalos, burros e aves), produ\u00e7\u00e3o hort\u00edcola e de ervas arom\u00e1ticas \/ medicinais. Recentemente foram instaladas pastagens em zonas mais ocupadas por \u00e1rvores, como por exemplo numa zona de pinhal misto de uso-m\u00faltiplo. O pomar \u00e9 constitu\u00eddo por variedades comerciais de fruto e bagas, mas tamb\u00e9m de frutos silvestres &#8211; aproximadamente 1000 exemplares por cada esp\u00e9cie. Esta ampla variedade tem como objetivo a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade e a produ\u00e7\u00e3o de xaropes \u2013 o principal produto desta explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_3309\" style=\"width: 454px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3309\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3309 \" src=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_3_0.jpg\" alt=\"\" width=\"444\" height=\"788\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_3_0.jpg 608w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_3_0-169x300.jpg 169w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_3_0-576x1024.jpg 576w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_3_0-110x195.jpg 110w\" sizes=\"(max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><p id=\"caption-attachment-3309\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3: O agricultor colhe flores de Ac\u00e1cia-bastarda na cortina de abrigo. Cr\u00e9ditos: B. Kulcs\u00e1r<\/p><\/div>\n<p>As sebes que constituem a bordadura da explora\u00e7\u00e3o s\u00e3o compostas por esp\u00e9cies mistas, funcionando como fonte de biodiversidade que promove benef\u00edcios ecol\u00f3gicos e de prote\u00e7\u00e3o contra os fatores ambientais e antropog\u00e9nicos, como por exemplo: pulveriza\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos nas explora\u00e7\u00f5es adjacentes. A principal esp\u00e9cie arb\u00f3rea que constitui as cortinas de abrigo \u00e9 a\u00a0<em>Robinia pseudoacacia<\/em>\u00a0(Figura 3). No entanto encontram-se tamb\u00e9m outras esp\u00e9cies arb\u00f3reas para produ\u00e7\u00e3o de madeira como: carvalhos (<em>Quercus spp.<\/em>), b\u00e9tulas (<em>Betula\u00a0<\/em>sp), olmos (<em>Ulmus<\/em>\u00a0sp) e freixos (<em>Fraxinus spp.<\/em>). O efeito de prote\u00e7\u00e3o \u00e9 assegurado por v\u00e1rios estratos; na camada arbustiva as esp\u00e9cies dominantes s\u00e3o o lil\u00e1s (<em>Syringa vulgaris<\/em>) e o sabugueiro (<em>Sambucus nigra<\/em>). O lil\u00e1s foi escolhido por ser uma caducif\u00f3lia com uma copa densa, e por ser localmente tradi\u00e7\u00e3o plantar esta esp\u00e9cie ao longo das estradas.<\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio descreve a multifuncionalidade das cortinas de abrigo do seguinte modo:<\/p>\n<ul>\n<li>As flores e as bagas utilizadas na produ\u00e7\u00e3o de xaropes.<\/li>\n<li>Biomassa para combust\u00edvel em forma de estilha, usada num fog\u00e3o a lenha, cobre completamente as necessidades da explora\u00e7\u00e3o \u2013 (90 % por talhadia-de-cabe\u00e7a, 10% podas de ver\u00e3o)<\/li>\n<li>Pastagem biodiversa que atrai abelhas, promovendo a poliniza\u00e7\u00e3o e consequentemente a produ\u00e7\u00e3o de fruta.<\/li>\n<li>Podas de ver\u00e3o e desrama\u00e7\u00e3o natural devido ao mau tempo s\u00e3o usados como forragem adicional para os animais.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">A talhadia-de-cabe\u00e7a \u00e9 feita alternadamente (i.e. por se\u00e7\u00e3o da cortina de abrigo), numa rota\u00e7\u00e3o de 4 anos, para permitir a manuten\u00e7\u00e3o da sua fun\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o (Figura 4). O tronco \u00e9 cortado a uma altura de 3 metros e nos anos seguintes apenas se cortam os ramos (poda). O corte da copa faz com que as \u00e1rvores cres\u00e7am intensamente, resultando numa copa mais densa e rebenta\u00e7\u00e3o basal abundante, permitindo tornar a cortina de abrigo mais larga. A rebenta\u00e7\u00e3o basal \u00e9 controlada na parte externa da cortina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_3317\" style=\"width: 889px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3317\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3317 size-full\" src=\"http:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_4_0.jpg\" alt=\"\" width=\"879\" height=\"527\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_4_0.jpg 879w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_4_0-300x180.jpg 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_4_0-768x460.jpg 768w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_4_0-620x372.jpg 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_4_0-195x117.jpg 195w\" sizes=\"(max-width: 879px) 100vw, 879px\" \/><p id=\"caption-attachment-3317\" class=\"wp-caption-text\">Figure 4: Maintenance of the hedgerow by black locust pollarding. Photo by B. Kulcs\u00e1r<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A remo\u00e7\u00e3o dos ramos laterais \u00e9 realizada para garantir que a altura dos ramos na \u00e1rea agr\u00edcola adjacente \u00e9 adequada \u00e0 passagem de maquinaria. No caso de \u00e1rvores e arbustos plantados para produ\u00e7\u00e3o de fruto e flor (por exemplo, Sabugueiro) \u00e9 necess\u00e1rio que o agricultor deixe um intervalo de pelo menos dois metros da bordadura para permitir a colheita.<\/p>\n<p><strong>Pastagem em \u00e1reas florestais e produ\u00e7\u00e3o de forragem no pomar<\/strong><\/p>\n<p>A raz\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o da pastagens dos animais em \u00e1reas florestais \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o verificada no pastoreio na \u00e1rea do pomar (Figura 5), uma vez que este tem de ser acautelado para n\u00e3o causar danos \u00e0s \u00e1rvores (por exemplo, danos na casca causados pelo gado caprino). De acordo com a experi\u00eancia e testemunho do agricultor \u00e9 necess\u00e1ria a utiliza\u00e7\u00e3o de protetores nas \u00e1rvores, apesar destes se puderem tornar um local de abrigo aos roedores. Tamb\u00e9m \u00e9 importante a utiliza\u00e7\u00e3o de um c\u00e3o pastor, pois o animal movimenta o gado de acordo com as instru\u00e7\u00f5es do agricultor, impedindo as cabras de se ro\u00e7arem nos troncos e consumirem a casca das \u00e1rvores. Nesta regi\u00e3o, a queda de folhada ocorre na segunda metade do Outono, tornando a pastor\u00edcia mais simples pela presen\u00e7a de erva e pelo facto de n\u00e3o existir a atra\u00e7\u00e3o pelas folhas nos ramos por parte dos animais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_3325\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3325\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3325 size-full\" src=\"http:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_5_0.jpg\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"518\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_5_0.jpg 690w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_5_0-300x225.jpg 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_5_0-620x465.jpg 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_5_0-195x146.jpg 195w\" sizes=\"(max-width: 690px) 100vw, 690px\" \/><p id=\"caption-attachment-3325\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5: Pomar com cultura na entrelinha. Cr\u00e9ditos: N\u00f3ra Kiss Szigeti<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pastagem em \u00e1reas florestais e produ\u00e7\u00e3o de forragem no pomar<\/strong><\/p>\n<p>A raz\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o da pastagens dos animais em \u00e1reas florestais \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o verificada no pastoreio na \u00e1rea do pomar (Figura 5), uma vez que este tem de ser acautelado para n\u00e3o causar danos \u00e0s \u00e1rvores (por exemplo, danos na casca causados pelo gado caprino). De acordo com a experi\u00eancia e testemunho do agricultor \u00e9 necess\u00e1ria a utiliza\u00e7\u00e3o de protetores nas \u00e1rvores, apesar destes se puderem tornar um local de abrigo aos roedores. Tamb\u00e9m \u00e9 importante a utiliza\u00e7\u00e3o de um c\u00e3o pastor, pois o animal movimenta o gado de acordo com as instru\u00e7\u00f5es do agricultor, impedindo as cabras de se ro\u00e7arem nos troncos e consumirem a casca das \u00e1rvores. Nesta regi\u00e3o, a queda de folhada ocorre na segunda metade do Outono, tornando a pastor\u00edcia mais simples pela presen\u00e7a de erva e pelo facto de n\u00e3o existir a atra\u00e7\u00e3o pelas folhas nos ramos por parte dos animais.<\/p>\n<p><strong>Gest\u00e3o da biodiversidade<\/strong><\/p>\n<p>A diversidade de esp\u00e9cies tem a vantagem de promover per\u00edodos de flora\u00e7\u00e3o e colheita diferentes, o que prolonga o per\u00edodo de produ\u00e7\u00e3o. Esta vantagem tamb\u00e9m tem sido referida por outros agricultores pertencentes \u00e0s redes do projeto AFINET (RAINs), como Portugal, um pa\u00eds com condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas bem diferentes da Hungria. Este prolongamento da produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m permite ao agricultor garantir a estabilidade da m\u00e3o-de-obra, e uma melhor organiza\u00e7\u00e3o log\u00edstica do trabalho ao longo do ano. A explora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem fruteiras bravas que se dispersam naturalmente e que s\u00e3o conservadas (por exemplo, cerejeira-brava, abrunho-de-jardim, amoreira). S\u00e3o esp\u00e9cies bem-adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, nomeadamente as secas, e aumentam a variedade de sabores dispon\u00edveis para a produ\u00e7\u00e3o de xaropes.<\/p>\n<p>A planta\u00e7\u00e3o de con\u00edferas existente, de composi\u00e7\u00e3o mista, tamb\u00e9m \u00e9 gerida de forma multifuncional. Esta parcela inclu\u00ed Abeto-branco (Abies alba), Abeto (<em>Abies<\/em>\u00a0sp), P\u00edcea (<em>Picea<\/em>\u00a0sp), Pinheiro-lar\u00edcio\u00a0<em>(<\/em><em>Pinus nigra<\/em>), Lar\u00edcio-europeu (<em>Larix decidua<\/em>), Pinheiro-silvestre (<em>Pinus sylvertris<\/em>) e Pinheiro-do-himalaia (<em>Pinus wallichiana<\/em>). Este \u00faltimo \u00e9 visto pelo agricultor como um fator de melhoria das condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento de outras esp\u00e9cies de pinheiro, devido ao efeito de acidifica\u00e7\u00e3o do solo t\u00edpico das con\u00edferas. A estilha resultante das podas destas esp\u00e9cies serve melhorar as condi\u00e7\u00f5es do solo e como acidificante do solo. Esta zona \u00e9 tamb\u00e9m usada para a planta\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores de natal, apanha de mirtilo e cogumelos, e para instala\u00e7\u00e3o de api\u00e1rios.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3333 size-full\" src=\"http:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_6_0.jpg\" alt=\"\" width=\"549\" height=\"913\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_6_0.jpg 549w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_6_0-180x300.jpg 180w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_6_0-117x195.jpg 117w\" sizes=\"(max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/>Figura 6: Recolha de cogumelos na zona da planta\u00e7\u00e3o de con\u00edferas. Cr\u00e9ditos: B. Kulcs\u00e1r<\/p>\n<p><strong>Parcelas ar\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>Nas parcelas ar\u00e1veis cultiva-se aveia que depois \u00e9 armazenada em fardos para forragem. Ap\u00f3s a colheita de Ver\u00e3o, a pastagem volta a ser semeada com rabanete e colza, e na Primavera seguinte, com uma mistura para forragem. Ap\u00f3s a sementeira de Outono \u00e9 poss\u00edvel colher a mistura de aveia-pastagem em Janeiro, o que \u00e9 uma ocorr\u00eancia n\u00e3o muito frequente num clima continental (Figura 7). Esta mistura pode ser colhida e imediatamente consumida pelos animais, mas no Inverno se a temperatura o permitir, pode ser enfardada em estado congelado, mantendo-se fresca por 3 a 4 semanas. Neste caso, em solo n\u00e3o congelado, recomenda-se a utiliza\u00e7\u00e3o de maquinaria leve para a colheita ou aguardar at\u00e9 que o solo congele para prevenir danos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_3341\" style=\"width: 901px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3341\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3341 size-full\" src=\"http:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_7_0.jpg\" alt=\"\" width=\"891\" height=\"535\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_7_0.jpg 891w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_7_0-300x180.jpg 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_7_0-768x461.jpg 768w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_7_0-620x372.jpg 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_1_pic_7_0-195x117.jpg 195w\" sizes=\"(max-width: 891px) 100vw, 891px\" \/><p id=\"caption-attachment-3341\" class=\"wp-caption-text\">Figura 7: Aveia em Janeiro. Cr\u00e9ditos: B. Kulcs\u00e1r<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o apresenta uma estrutura de planta\u00e7\u00e3o nem uma combina\u00e7\u00e3o de culturas convencional. Desta forma, procura solu\u00e7\u00f5es de mecaniza\u00e7\u00e3o inovadoras, originais, e especialmente adaptadas \u00e0 sua realidade. A maquinaria utilizada na explora\u00e7\u00e3o inclu\u00ed num trator, um\u00a0<em>ripper<\/em>, uma grade de discos, um cultivador, um dispensador de estrume, uma ceifeira, um pulverizador e uma broca plantadora. Por vezes recorre-se \u00e0 tra\u00e7\u00e3o animais com um cavalo. O produtor considera que muitas vezes as ferramentas mais antigas s\u00e3o prefer\u00edveis, dado que \u00e9 dif\u00edcil encontrar ferramentas suficientemente pequenas para se adequarem \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o nas entrelinhas das \u00e1rvores. Em alguns casos o agricultor teve mesmo necessidade de desenvolver as suas pr\u00f3prias ferramentas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/valaha-tanya_-_uma_exploracao_agroflorestal_biologica_e_multifuncional_na_hungria_.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Veja este artigo em formato pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte:\u00a0Andrea Vityi and Bal\u00e1zs Kulcs\u00e1r Em 2012 Bal\u00e1zs Kulcs\u00e1r (engenheiro) e Andrea Zork\u00f3czy (contabilista) mudaram-se da cidade de\u00a0\u00c9rd\u00a0(na Hungria) para os arredores de uma aldeia chamada\u00a0V\u00e9rtesacsa, instalando-se numa\u00a0explora\u00e7\u00e3o familiar\u00a0com 12 hectares (Figura 1). O sucesso desta explora\u00e7\u00e3o deve-se \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o conjunta dos conhecimentos t\u00e9cnicos e econ\u00f3micos dos propriet\u00e1rios, com princ\u00edpios agroflorestais, de permacultura e agricultura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10321"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10321"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10321\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10333,"href":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10321\/revisions\/10333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}