{"id":10203,"date":"2021-07-03T17:43:15","date_gmt":"2021-07-03T17:43:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/herdade-dos-lagos-biodiversidade-e-sustentabilidade"},"modified":"2021-07-03T17:44:28","modified_gmt":"2021-07-03T17:44:28","slug":"herdade-dos-lagos-biodiversidade-e-sustentabilidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/herdade-dos-lagos-biodiversidade-e-sustentabilidade?lang=pt-pt","title":{"rendered":"Herdade dos Lagos \u2013 biodiversidade e sustentabilidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-field-teaser-150 field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<div class=\"field field-name-field-teaser-150 field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Joana Amaral Paulo, Raquel Portanova de Almeida, Ana Tom\u00e1s (ISA\/CEF), Helena Manuel (Herdade dos Lagos)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>A \u201c<a href=\"https:\/\/www.herdade-dos-lagos.de\/pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Herdade dos Lagos, HDL<\/a>\u201d\u00a0\u00e9 uma explora\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e biodiversa, situada no Alentejo, Portugal, com uma \u00e1rea de 1000 ha.<\/p>\n<p>O clima em M\u00e9rtola \u00e9 Mediterr\u00e2neo seco (Csa, segundo K\u00f6ppen-Geiger) com uma temperatura m\u00e9dia anual de 17,1 \u00b0C (18 \u00b0C em 2017) e uma precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de 505\u00a0mm que ocorre na sua maioria durante os meses de Inverno (<em>pt.climate-data.org<\/em>). Dados recolhidos pela esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica da herdade mostram que a precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual entre 2000 e 2018 foi de 446,84, e apenas 281 mm em 2017! Os solos s\u00e3o na sua maioria litossolos, com fraca capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o foi adquirida h\u00e1 35 anos pela fam\u00edlia Zeppenfeld e era uma \u00e1rea semides\u00e9rtica devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o do clima \u00e1rido, solos pobres e d\u00e9cadas de agricultura intensiva. Os novos propriet\u00e1rios que tinham uma vis\u00e3o diferente, amiga do clima, investiram no planeamento e implementa\u00e7\u00e3o de medidas para maximiza\u00e7\u00e3o da reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Algumas destas medidas foram plantar \u00e1rvores, construir tr\u00eas novas barragens e reparar as j\u00e1 existentes que estavam danificadas. Em resultado a explora\u00e7\u00e3o conta com mais de 60% de \u00e1rea com \u00e1rvores inclu\u00eddas.<\/p>\n<p>Desde o momento de aquisi\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o os novos propriet\u00e1rios preocuparam-se em alcan\u00e7ar e manter a sustentabilidade nas suas terras, diversificando as culturas e seguindo uma abordagem silvopastoril. Os resultados desta estrat\u00e9gia e investimento s\u00e3o agora, 35 anos depois, percet\u00edveis pelos agricultores e comunidade da regi\u00e3o. A herdade produz uma variedade de produtos biol\u00f3gicos: vinho, azeite, borregos, fruta, alfarroba e mel. O olival de 80 ha produziu o seu primeiro azeite biol\u00f3gico em 2015, com uma produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de 1500 kg\/ha que est\u00e1 atualmente a aumentar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10205\" src=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_1-1-1024x221.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"129\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_1-1-1024x221.jpg 1024w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_1-1-300x65.jpg 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_1-1-768x166.jpg 768w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_1-1-940x203.jpg 940w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_1-1-620x134.jpg 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_1-1-195x42.jpg 195w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_1-1.jpg 1387w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/> <em>Fotografia 1.\u00a0Vista de duas das barragens da explora\u00e7\u00e3o. Junho de 2018. Foto de Ana Tom\u00e1s<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Durante os \u00faltimos 35 anos, t\u00eam sido plantados 300 ha duma nova cultura todos os anos, incluindo floresta, alfarrobal, amendoal, olival e vinha. O amendoal foi regado \u00e0 planta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tendo sido bem-sucedido, devido sobretudo \u00e0 falta de utiliza\u00e7\u00e3o de variedades bem-adaptadas. Esta foi uma li\u00e7\u00e3o cara, mas \u00fatil! Para aumentar o alfarrobal foram escolhidas variedades localmente bem-adaptadas. O primeiro alfarrobal foi plantado em 1997, em 55 ha, reconvertendo uma antiga \u00e1rea de sequeiro. Em 2002 foi enxertado e convertido a regadio (sendo a \u00fanica \u00e1rea de alfarrobal regada na explora\u00e7\u00e3o). Est\u00e1 atualmente em plena produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1999 foram instalados 85 ha de sequeiro segundo as curvas de n\u00edvel. Esta \u00e1rea foi enxertada em 2002 e est\u00e1 atualmente no seu 6\u00ba ano de produ\u00e7\u00e3o. A terceira \u00e1rea de alfarrobal foi plantada em 2002, e \u00e9 o resultado da convers\u00e3o de 122 ha do antigo amendoal. A enxertia ocorreu em 2004, e est\u00e1 no seu segundo ano de produ\u00e7\u00e3o. Em 2007 foram instalados outros 18 ha de alfarrobal segundo as curvas de n\u00edvel. Esta \u00e1rea encontra-se atualmente a iniciar a sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A densidade do alfarrobal \u00e9 de 238 plantas por hectare (6 x 7 m) e em 2017 a produ\u00e7\u00e3o total de alfarroba foi de 700\u00a0kg\/ha, com uma precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de 281 mm(!), o que claramente demonstra a import\u00e2ncia vital de um planeamento e gest\u00e3o cuidadosos!<\/p>\n<p>A alfarroba colhida \u00e9 depois enviada para uma f\u00e1brica local (um dos esfor\u00e7os de responsabilidade social) para ser mo\u00edda, sendo exportada cerca de 75% para os EUA e Holanda, na maioria para forragem.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o est\u00e1 a realizar um ensaio de sobreviv\u00eancia para testar quais as \u00e1rvores e arbustos est\u00e3o melhor-adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais para poss\u00edvel uso como sebes ou nas bordaduras, para a promo\u00e7\u00e3o de biodiversidade e talvez como forragem adicional, com as seguintes esp\u00e9cies:\u00a0<em>Rosa canina<\/em>,\u00a0<em>Arbutus unedo<\/em>,\u00a0<em>Olea europaea<\/em>,\u00a0<em>Budleia davii<\/em>,\u00a0<em>Viburnus tinus<\/em>,\u00a0<em>Myrtus communis<\/em>,\u00a0<em>Myopurum<\/em>\u00a0sp.,\u00a0<em>Nerium oleander<\/em>,\u00a0<em>Punica granatum<\/em>,\u00a0<em>Pistacia lentiscus<\/em>,\u00a0<em>Spartium junceum<\/em>.<\/p>\n<p>As necessidades em \u00e1gua da explora\u00e7\u00e3o s\u00e3o satisfeitas apenas com \u00e1gua pr\u00f3pria apesar da localiza\u00e7\u00e3o semides\u00e9rtica \u2013 devido a 35 anos de estrat\u00e9gia de maximiza\u00e7\u00e3o da reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Al\u00e9m das barragens,\u00a0 um plano de irriga\u00e7\u00e3o cuidado e continuamente monitorizado pela gestora da explora\u00e7\u00e3o permite a poupan\u00e7a de \u00e1gua, assim como a utiliza\u00e7\u00e3o de culturas bem-adaptadas e o recuso a\u00a0<em>keyline management.\u00a0<\/em>Para prevenir as perdas de \u00e1gua e a eros\u00e3o do solo forma colocadas barreiras protetoras, plantadas sebes e os charcos existentes foram melhorados.<\/p>\n<p>Atualmente existe um rebanho de 1000 ovelhas, em regime de pastoreio rotacional hol\u00edstico segundo as teorias de Allan Savory. O per\u00edodo m\u00e1ximo dentro de cada cerca \u00e9 de 3 a 7 dias. Alem da produ\u00e7\u00e3o de borregos o rebanho tem um papel importante na fertiliza\u00e7\u00e3o do solo, controla a biomassa do subcoberto no alfarrobal e vinha e tamb\u00e9m os rebentos ladr\u00f5es no olival e alfarrobal. As ovelhas alimentam-se frequentemente da alfarroba deixada no ch\u00e3o em anos de produ\u00e7\u00e3o baixa, quando a acolheita n\u00e3o \u00e9 rent\u00e1vel.<\/p>\n<div id=\"attachment_395\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-395\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-10215 size-medium\" src=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_2-300x200.jpg 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_2-768x511.jpg 768w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_2-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_2-940x626.jpg 940w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_2-620x413.jpg 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_2-195x130.jpg 195w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_2.jpg 1380w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-395\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fotografia 2. Ovelhas a pastar no alfarrobal. Junho de 2018. Foto de: Ana Tom\u00e1s<\/em><\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_396\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-396\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-10225 size-medium\" src=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_3-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_3-300x200.jpg 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_3-768x511.jpg 768w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_3-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_3-940x626.jpg 940w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_3-620x413.jpg 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_3-195x130.jpg 195w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_3.jpg 1380w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-396\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fotografia 3.\u00a0Detalhe de uma alfarroba. Foto de: Ana Tom\u00e1s<\/em><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A responsabilidade social \u00e9 tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o importante dos propriet\u00e1rios. Estes reconhecem que o Alentejo \u00e9 uma das \u00e1reas rurais europeias mais pobres. Al\u00e9m do trabalho e forma\u00e7\u00e3o, a maioria dos funcion\u00e1rios vive na explora\u00e7\u00e3o. A maioria da m\u00e3o-de-obra \u00e9 feminina (60%) e o trabalho sazonal \u00e9 contratado localmente. As produ\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias s\u00e3o partilhadas anualmente pelos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_397\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-397\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-10235 size-medium\" src=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_4-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_4-300x200.jpg 300w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_4-768x511.jpg 768w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_4-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_4-940x626.jpg 940w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_4-620x413.jpg 620w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_4-195x130.jpg 195w, https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/af_in_action_article_3_pic_4.jpg 1380w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-397\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fotografia 4.\u00a0Visita de equipas do ISA e EDIA \u00e0 Herdade dos Lagos. Maio de 2018. Foto de: Ana Tom\u00e1s<\/em><\/p><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/agroforestrynet.eu\/afinet\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/afnewsletter4_herdade_dos_lagos_biodiversidade_e_sustentabilidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Veja este artigo em formato pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte:\u00a0Joana Amaral Paulo, Raquel Portanova de Almeida, Ana Tom\u00e1s (ISA\/CEF), Helena Manuel (Herdade dos Lagos) A \u201cHerdade dos Lagos, HDL\u201d\u00a0\u00e9 uma explora\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e biodiversa, situada no Alentejo, Portugal, com uma \u00e1rea de 1000 ha. 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